4 (Quatro) Coisas Necessárias Para Fazer a Obra de
Deus
“Sê forte e corajoso, porque tu farás este povo herdar a terra que, sob
juramento, prometi dar a seus pais”. Tão-somente sê forte e mui corajoso para
teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou;
dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas
bem-sucedido por onde quer que andares. Não cesses de falar deste Livro da Lei;
antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo
quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás
bem-sucedido. Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te
espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares.
(Josué 1.6-9)
Introdução
A obra de Deus não pode ser feita por voluntários. Não pode ser feita de
acordo com os projetos humanos independentes de Deus, Seu propósito e Sua
vontade. Daí que, a tese deste estudo é que Deus tem um projeto, uma forma de
executá-lo e para isto chama e comissiona homens para trabalhar em cooperação
com Ele. No texto acima, seu projeto era conduzir o povo à terra prometida (vs.
6). Para isto chama Josué e lhe dá instruções especificas de como fazê-lo (vs.
7 à 9). Na leitura do texto acima podemos então destacar quatro coisas
necessárias para fazer a obra de Deus, a saber:
1.
Consciência do chamado de Deus.
“Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes,
porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares.” (Josué 1.9)
“Não te mandei eu?” Fica claro a necessidade de ser enviado por Deus.
Ninguém pode fazer a obra de Deus sem mandato. Doutra sorte, quem é enviado
deve ter consciência disso. Outras aplicações deste versículo:
a) Quem chama capacita: “Sê forte e
corajoso...”
b) A presença de Deus é garantida na execução do
chamado: “Porque o Senhor é contigo por onde quer que andares” (Conferir
com o nosso chamado em Mt 28.18-20; 1ª Pe 2.9; Rm 10.9-10).
2.
Visão
“Tão-somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer
segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem
para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer
que andares.” (Josué 1.7)
Sem visão não teremos estratégia, coesão e comprometimento do povo com a
causa que esposamos. A visão do rumo certo nos compromete com a oração,
estimula a nossa fé e fornece bases definidas para a obediência. Nossa visão
prática:
a) Evangelho do reino de Deus;
b) Discipulado (Ser e fazer discípulos);
c) Vida em comunidade (Comunhão e
relacionamentos) e,
d) Igreja nas casas.
3.
Transmissão
“Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite,
para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então,
farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido.” (Josué 1.8)
Transmissão diz respeito à forma e comunicação da visão. Antes de tudo,
porém, se faz necessário incorporar, encarnar a visão: “...antes,
medita nele dia e noite...” Se a causa que esposamos não nos envolver
completamente, não conseguiremos a adesão de outros. O que devemos transmitir
em relação à visão:
a) Conhecimento: Não nos referimos aqui a
conhecimento intelectual somente, mas aquele que advêm da relação e intimidade
com Deus e Sua palavra;
b) Experiência: Se relaciona à prática do
conhecimento;
c) Conduta e comportamento: Se relaciona à
transformação como resultado da obediência e do relacionamento e,
d) Relacionamento: Se refere à forma como
conhecimento, a experiência e a conduta são obtidas, isto e, através da
comunhão intima com Deus e uns com outros.
4.
Comprometimento
“Tão-somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer
segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem
para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer
que andares. Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e
noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito;
então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido.” (Josué 1.7-8)
Para teres o cuidado... (vs 7), ...para que tenhas o cuidado... (vs 8).
Comprometimento diz respeito ao zelo que temos com nosso chamado, com a visão e
a transmissão. O fracasso nesta área pode comprometer todo o projeto.
Características do comprometimento:
a) Pontualidade;
b) Assiduidade;
c) Tempo qualificado e,
d) Disponibilidade.
Conclusão:
É bem possível ser chamado por Deus e ter consciência disso. Entretanto,
se a visão for negligenciada, a transmissão não for adequada e o
comprometimento não for integro, não haverá sucesso no empreendimento, embora
Deus tenha prometido (vs 7 e 8). A prosperidade “então farás prosperar
o teu caminho e serás bem sucedido...” (vs 8), depende de uma
espiritualidade comprometida com o chamado, visão e transmissão do projeto de
Deus.
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